De ontem em diαnte

As vezes a gente se pergunta, se seria melhor crescer sabendo o que fazer, o que cursar, que profissão seguir... seria mais comudo, com certeza, mas será que ia valar e a pena ? Tenho certeza que não ! Nessas diversas dúvidas e incertezas é que descobrimos vários angulos, vários, mundos diferentes e, temos a oportunidade de, mesmo não se decidindo pela primeira ou por qualquer uma das opções, vivenciar um pouquinho de cada uma... Eu sempre fui um bom exemplo de indecisão, até certa idade, tinha plena convicção de que queria fazer medicina pediatrica, mas vi que o que eu gostava mesmo, era de cuidar de crianças, ter um contato maior, vontade esta, que resolvi trabalhando voluntariamente no Ministério Infantil e até hoje, no berçario da minha Igreja. Fui crescendo, e no inicio da adolescencia, quiz fazer moda, o desenho sempre me acompanhou, essa habilidade já era antiga, derrepente me vi desenhando modelos de roupas, interessada em tendências, em estilos e, assim, decidi comprar uma máquina de costura e ir em frente com esta idéia, talvez, um tanto preciptada. Ao mesmo tempo, já escrevia textos e poesias, lembro de ter participado de um clube de poesia, quando ainda estava no ensino fundamental, ela apenas foi amadurecendo junto comigo, com ela e, com o apoio de alguns professores, veio a idéia de virar escritora. Com o tempo, foi um grande gosto por fotografia, tirava milhares de fotos, buscava a essência de cada imagem, formas e soluções para edições, cheguei a fazer vários "ensaios fotográficos" de amigos e conhecidos. Porém, o desejo de tornar algo profissional foi curto, decidi deixar como um hobby. Mais tarde, mas também brevemente, a idéia de fazer piscologia, pelo anseio de ajudar pessoas, de aconselhar e compartilhar, vivências, dúvidas e questionamentos, a vontade que, acabou sendo exercida diariamente e até hoje, em conversas com pessoas, tanto próximas quanto, muitas sem nem conhecer, mas que se abrem, encontram aconchego e contam seus problemas. A paciência de ouvir, foi se tornando uma virtude. E, ainda como essa paixão por ouvir e compartilhar, juntamente a por escrever, quiz passar isso ao mundo, através do jornalismo, queria ser editora de revista rsrs. Acho que, muito além de noticias, as pessoas, principalmente o público feminino, buscam informações e soluções para questões do dia a dia, para coisas que, todas nós, um dia já enfrentamos. A ideologia do jornalismo, ao contrário de outras, durou um bom tempo. Já estava praticamente decidida. Me sentia completa, por estar chegando ao final do colegial, sabendo o que eu queria fazer. Mas lembro que, quando alguém me questionava sobre o que eu queria fazer, ainda citava todos, todos os itens acima citados rsrs. Mas como prioridade, estava o jornalismo, porém, em mais uma das minhas inúmeras análises, pesquisas e principalmente, depois de uma palestra sobre a profissão, percebi que, não estava pronta e, nem mesmo simpatizava com o dia a dia de trabalho de um jornalista. Sem deixar a escrita de lado, optei por um blog. Comecei a ficar aflita, me senti voltando ao ponto de partida, ou mesmo diante de um abismo, entre eu, e a questão da escolha. Porém, decidi dar um tempo, para poder pensar com calma no que eu realmente queria fazer e não tomar nenhuma decisão preciptada. Decidi cursar arquitetura, e mais uma vez, ao parar pra pensar, percebi que, o que eu realmente gostava era decoração, desde criança e, até hoje, no mesmo instante em que entro num ambiente, começo a vizualizar mentalmente, mudanças que eu faria naquele local, o que o favorece, o que não, o que o tornaria mais acessivel, assim como mais flexivel, o que tornaria aquele local, um lugar agradavel, que acolhesse, que trouxesse aconchego, um pouco da história daquele lugar, a que já tinha e, a que passaria a ser escrita, a partir de então. Percebendo que, meu real interesse não era constuir e sim, formular, não era o exterior, mas o interior, decidi fazer Design de Interiores e, mais uma vez, as dúvidas, anseios e receios, começaram a surgir, mesmo sendo uma paixão antiga, sempre considerei apenas como um hobby, talvez nunca tenha visto por um lado profssional. Acho que, percebi que era isso que eu realmente queria, quando eu vi que queria fazer, todos os dias, ciente  de que ia ter dias bons e ruins, dias de alegria, assim como de frustração, mas que, me empolgaria a planejar cada espaço, cada minimo detalhe. Que com isso, estaria realizando, um pouquinho de cada coisa, a qual eu sempre quiz. Coisas que, independente disso, eu já fiz. Independente do amanhã, eu já me sinto realizada, por conseguir, mesmo que por um instante, fazer tudo o que eu quiz.
Diante disso, fica o conselho: de ontem em diante, reinvente-se sempre !
 
 
AFINAL, DESIGN DE INTERIORES ?


Lembro-me que, quando optei pelo curso, e até hoje, muitas pessoas me questionam quanto a o que é design de interiores, o que um designer faz e, porque não fazer arquitetura, já que os primeiros semestres desse, também o abordam.
Atualmente, muitos já entendem e conhecem o trabalho que este profissional desenvolve, assim como, muitas vezes, também já percebi, apenas fingem entender e continuam se questionando, ou, acham que é simplismente trocar um sofá de lugar, escolher uma cortina, ou apenas ficar desenhando... Muitos ainda não dão valor ao nosso trabalho, consideram futil, desnecessário... o que nos chateia muito, assim como eu, vários colegas já se frustraram com especulações das pessoas.
Para entender um pouco mais, os próximos posts vão relatar um pouco sobre o mundo do design, definições, campos de atuação, matérias abordadas... enfim, espero que ajude !